Sobre o PET-História/USP

     O Programa de Educação Tutorial é um programa federal criado e implantado em 1979. O PET-História USP, no entanto, foi criado em 1995 pelo Professor Instvan Jancsó. É um programa que segue a seguinte estrutura: 12 membros bolsistas + 1 professor tutor. Cada PET é livre para ter ou não membros colaboradores e definir quantos serão. Nós do PET História estabelecemos o limite de 6 colaboradores .

     Ele é um programa que visa à formação integral de cada membro. Ele segue o tripé: pesquisa, ensino e extensão, e os considera como indissociáveis. Ou seja, esses três âmbitos resumem os aspectos de formação que a graduação deveria garantir e não devem ser vistos como separáveis. Ou seja, acreditamos que não exista extensão universitária sem pesquisa e ensino ou ensino sem pesquisa e extensão, etc. Assim, nossos trabalhos e projetos não seguem temas específicos pré-determinados e impostos. Ao contrário, os elaboramos a partir de demandas do grupo.

     Todos os trabalhos realizados pelo PET são de caráter coletivo. Cabe destrinchar os desenvolvidos no momento:

 

          Revista Humanidades em Diálogo

     A Revista Humanidades em Diálogo é editada por quatro grupos PET de humanidades da USP Campus São Paulo: Ciências Sociais, Direito, Filosofia e História. Esta atividade permite, por seu caráter interdisciplinar, o contato constante com outros grupos e áreas do conhecimento, bem como o crescente aprendizado em todas as etapas de produção da revista. Trata-se de uma excelente oportunidade para a interação mais assídua entre os bolsistas e os alunos de graduação, pós-graduação e doutores graduados em geral. Afinal, a publicação é voltada exclusivamente para os trabalhos dos graduandos, com pareceres de doutores ou doutorandos das humanidades.

      Fase atual do projeto: Balanço do lançamento do Volume VIII

      Links: https://humanidadesemdialogo.wordpress.com/       https://www.facebook.com/humanidadesemdialogo/

          Grupo de estudos: “Luta Antimanicomial”

     A luta antimanicomial no Brasil surgiu a partir da necessidade de se combater preconceitos e estereótipos associados a doenças mentais, bem como garantir a estas pessoas os seus direitos fundamentais garantidos e que sejam acolhidos, tratados e cuidados de forma digna e sem ferir esses direitos. Ainda que a luta antimanicomial tenha avançado, com resultados significativos a partir da agência de pessoas ligadas a esse meio (como Nise da Silveira), nós, do PET-História, acreditamos que ainda existe muito a se avançar no que diz respeito ao preconceito e às formas de tratamento que envolvem as doenças mentais, uma vez que procedimentos envolvendo choques e outras formas nocivas à saúde e à integridade ainda são comuns nesse meio.

      Fase atual do projeto: Discussão de Textos

          Portadores de HIV – Da epidemia dos anos 80 aos dias atuais

     O projeto surgiu a partir da apresentação do seminário “O movimento LGBT e a AIDS no Brasil: da epidemia a institucionalização” em 2015. Ao constatar o alto nível de invisibilidade da história LGBT, assim como da histórica luta de diversos outros grupos por reconhecimento, luta de direitos e contra a AIDS, compreendemos que é de suma importância a reconstituição da história do período. Encontramos a possibilidade de suscitar o debate sobre a formação do estigma contra os portadores dos anos 70/80/90 (que se atrelava ao ser homossexual/transexual) e a formação do estigma hoje (em parte,enclausurado na figura do “ser portador”), utilizando-se da história como ferramenta que suscita discussões e permite criar um amplo espectro de análise entre passado e presente.

      Fase atual do projeto: Gravação das entrevistas

          Atividade – Seminário Aberto

     Iniciado em 2010, o ciclo de seminários é uma atividade realizada anualmente por duplas de alunos bolsistas do PET História. O objetivo destes encontros é discutir obras diversas de maneira mais aprofundada, como filmes, obras literárias, artísticas, historiográficas ou do pensamento político de qualquer tempo e espaço.

          Publicação dos Anais do V EPEGH

     O Encontro de Pesquisa na Graduação em História-EPEGH ocorreu em outubro de 2016,com mais de noventa inscrições de trabalhos científicos dos alunos da graduação em História, não só da universidade de São Paulo. O presente projeto visa, assim, organizar os artigos apresentados oralmente pelos inscritos, formatá-los dentro dos padrões estabelecidos no universo acadêmico e, por fim, realizar a publicação científica dos Anais do Encontro. Trata-se de uma ação que visa não apenas a publicação, e isto já é relevante,mas também maneira de o PET-História estimular a prática da pesquisa científica entre os alunos da graduação e, com isto, manter-se em consonância com as metas do Projeto Político Pedagógico do Curso de História-USP.

      Fase atual do projeto: Revisão da diagramação dos anais (lançamento previsto para nov/2017)

          Semana de História

     Tendo em vista o isolamento da Universidade em relação ao restante da sociedade, pretendemos desenvolver em 2017 a I Semana de História – USP. Serão escolhidas algumas escolas públicas, entre 4 e 5, e a partir de um tema geral decidido pela organização da Semana, os alunos e professores das escolas deverão elaborar apresentações de acordo com seu entendimento do tema proposto. Duas pessoas da organização da Semana ficarão responsáveis pelo acompanhamento dos trabalhos por escola, porém será dada total autonomia aos alunos e professores no desenvolvimento do projeto. Ao final do ano, entre o final de outubro ou início de novembro, as escolas irão apresentar seus trabalhos na USP,no prédio da Faculdade de História e Geografia. Optou-se por atuar com escolas do EJA e com a ajuda de colaboradores. O tema desse ano é: “Quem vive de passado é museu?”

      Fase atual do projeto: Desenvolvimento dos trabalhos nas escolas e organização do evento

          Palmares: legado, memória e identidade

     Por o projeto tratar da questão do legado, da memória e da identidade, tem-se como guia pautar a atividade no tripé desenvolvido pelo PET História, em consonância com o Projeto Político Pedagógico do curso de História-USP, a saber: pesquisa, ensino e extensão universitária. A pesquisa se direciona a investigar como a memória da “Respública” dos Palmares é tratada na historiografia. No ensino, trata-se de identificar a construção do ensino da disciplina de Cultura Palmarina no município de União dos Palmares – AL e sua relação com as leis 10.639/2003 e 11.645/2008 – obrigatoriedade do ensino de História afro-brasileira e indígena no currículo básico. Quanto à extensão universitária, trata-se de como o legado da memória de Palmares repercute em diversos grupos e movimentos sociais

      Fase atual do projeto: Temporariamente Paralisado

          Organização da Biblioteca e Arquivo PET-História/USP

     A necessidade de organizar a biblioteca e o arquivo do PET-História se deu por acreditarmos na importância da difusão do nosso acervo, tanto para os próprios petianos quanto para alunos da graduação e pós-graduação da Universidade de São Paulo e de outras universidades. Muitos dos livros e filmes presentes no acervo do PET-História não se encontram disponíveis nas bibliotecas universitárias. O arquivo documental armazenado na sala do grupo PET é de suma importância para registro da história do curso de História e da Universidade de São Paulo em geral

      Fase atual do projeto: Levantamento dos documentos presente no arquivo

 

     Assim, o PET-História é um grupo que busca sair da universidade, se envolver verdadeiramente com o restante da sociedade, com seus projetos de extensão, mas também manter uma relação estreita com o Departamento e com o restante dos estudantes. Assim, sempre nos preocupamos em apresentar nosso grupo, apresentar nossos trabalhos (como os seminários) e realizar outros apresentações voltadas aos integrantes do departamento (como a Semana da Mulher Negra e Latino-Caribenha). Dessa forma buscamos envolver o restante dos alunos e sempre apresentar o que estamos fazendo.

     Por último, é importante ressaltar que o mais intrínseco do grupo é o seu caráter coletivo. Todos os projetos e trabalhos assumidos são fruto da discussão e da decisão do grupo. Dessa forma, todos os projetos estão abertos a alterações ou cancelamentos e há sempre a possibilidade de proposição e realização de novas ideias e trabalhos. Preza-se,assim, o respeito mútuo e o diálogo entre as diferentes opiniões e atitudes (desde que essas não firam a integridade do outro).

      Tutora: Maria Cristina Cortez Wissenbach

Membros:

  • Aline Porfirio
  • Bruna Fernanda Vieira
  • Eduardo Rosa
  • Luana Spósito
  • Rafael Cruz
  • Rafael Macedo
  • Rafael Mastronardi
  • Raphael Gonçalves
  • Tailane Machado
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